A vida está difícil para todos

07/10/2010 at 17:13 (Uncategorized)

A un hombre de unos 70 años le está entrevistando un periodista en plena calle. El hombre entrevistado se expresa del siguiente modo:

Soy hijo de exiliados.

Hasta los 27 años y poco antes de la transición no pude volver a España por culpa de Franco.

A mi padre, pobrecito, no sabíamos ni dónde enterrarlo.

Mi madre estuvo muchos años en silla de ruedas.

Ahora tengo 70 años.

Hace meses me sacaron el 30 % de un pulmón.

Mi mujer es inmigrante.

Tengo tres hijos con ella.

De los tres sólo trabaja una, la del medio,… pero no cobra nada.

Todos, incluidos los nietos, viven de mi asignación.

La mayor se acaba de divorciar.

Mi yerno se daba a las drogas y al alcohol y la ha dejado con dos niños.

El pequeño de mis hijos aún no se ha ido de casa y además se ha casado con una divorciada y la ha traído a vivir con nosotros.

Esa señora antes trabajaba, tenía mu buen puesto, pero desde que vino a mi casa ya no hace nada.

Ahora tienen dos niñas que también viven bajo nuestro techo.

Y para colmo este año, con lo de la crisis, casi no nos hemos podido ir de vacaciones.

Y si me apuras… ni he podido celebrar que España ha ganado el Mundial.

El periodista pone los ojos muy redondos y comenta: “Majestad, no creo que su situación sea tan mala…”

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Sexta-feira 13

18/08/2010 at 11:25 (Uncategorized)

Última Sexta-feira 13: Estou a passear o meu canito à noite e o que é que encontro, abandonado, à beira da estrada?

Esta coisinha.

Há gente mesmo estúpida…

Já está em casa a salvo, claro. Foi adoptada pela minha sogra e batizada… Sexta-Feira.

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A morte das princesas

26/07/2010 at 11:31 (Uncategorized)

Conversa com a minha sobrinha de seis anos, que este fim-de-semana esteve pela primeira vez em Sintra.

- Aqui há tantos castelos… Moram lá princesas?

- Não. Já não há reis nem rainhas cá, por isso também não há princesas.

- Então o que lhes aconteceu?

- Morreram.

- Quê?!?! As princesas não podem morrer! Vê só os contos da Bela Adormecida, da Branca-de-Neves, da Cinderela… Elas não estão mortas!

- Esses contos começam a dizer “Era uma vez…” Isso significa que já foi há muito muito tempo…

- Oh! Mas a Tiana é uma princesa nova. Essa está viva, não é?

- A história passa-se em 1920… Quando foi isso?

- Oh!! Há muito tempo… Também está morta… Ohhhh!

- Pois. Mas foi uma história bonita, não foi?

- Ohhh! Mas as princesas não podem morrer! Elas casaram com os príncipes…

- Pois. Viveram felizes para sempre… E depois morreram.

- ….

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Aventura na Natura

15/07/2010 at 17:37 (Uncategorized)

Na semana passada recebo um e-mail a dizer que o meu cartão da Natura já está pronto e posso ir à loja levantar.

Chego lá, a empregada olha para mim como se lhe fosse dar a maior seca de sempre e diz-me: “É para levantar o cartão? É que é por ordem alfabetica e vai demorar muito tempo…!!”

Ainda quis perceber se me estava a tentar mandar embora, mas lá acabou por ir buscar a caixinha à procura do cartão. Não estava lá. Aliás, tinham acabado de receber os cartões feitos em Abril e o meu foi feito no final de Maio…

Lá volto eu para casa de mãos a abanar.

Hoje recebo CINCO e-mails a dizer que o cartão chegou à loja (outra vez).

Será que devo arriscar outra vez ou é melhor esperar mais um tempinho para ver se é mesmo verdade?

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Campeões do Mundo!!!

12/07/2010 at 11:12 (Uncategorized)

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À procura de dono

14/06/2010 at 10:00 (Uncategorized) (, )

Já passaram 12 dias desde o meu salvamento e ainda não encontrei um doninho que me queira acolher e dar carinho.

Nasci na rua, mais um entre muitos gatinhos num bairro de Campolide. Era muito divertido, mas também assustador, ver tantas pessoas e carros enormes passar ao meu lado. Mas tinha a minha mãe para me proteger!

Só que, há uns dias… a minha mãe despareceu! Procurei-a, procurei-a… Mas não a encontrei. E quando já estava a desistir de procurar… percebi que me tinha perdido!

Tinha muito medo e por isso escondi-me nos quintais de umas casas. À noite, tive de fugir de vários gatos grandalhões e cães que não me queriam lá.

Passei assim pelo menos três dias! Até que uma tarde, já cansado de fugir, vi um carro enorme a chegar a uma casa e esgueirei-me pela entrada do motor. Estava tão quentinho!

Passado um pouco, ouvi um cão a ladrar, desta vez muito perto de mim. Conseguia ver o seu focinho a espreitar pelo buraco do carro, a cheirar-me… Esteve tanto tempo a cheirar e a ladrar que alguém – uma voz de pessoa – disse: “está alguma coisa aqui dentro!”.

Devagar, abriram o capot do carro e encontraram-me, todo encolhido.

Apanharam-me com cuidado (mas eu estava tão assustado que tive de arranhar toda a gente, para mostrar o forte que sou!) e levaram-me para dentro de casa. Lá, puseram-me numa caixinha para ficar quentinho e protegido e me deram de comer (tinha TANTA fome…) enquanto decidiam o que fazer comigo.

Dentro da caixinha, consegui ver que na casa havia mais animais: Gatos. Eram quatro! Grandalhões, que olhavam para mim com ar de mauzões e me bufavam… E cães. Enormes! Primeiro, aquele que me encontrou no carro e que não parou de ladrar até me tirarem de lá. E depois, o outro. Um cão que mais parecia um touro, apesar de ter ar de bebé, como eu…

Que medo!! O que vai ser de mim!?!, pensei.

Então as pessoas olharam para mim e perceberam o meu medo. Pegaram na caixinha onde eu estava e levaram-me outra vez para a rua, só para me deixar na casa de outras pessoas – amigos deles.

Essa nova casa era tranquila. Não havia sons de animais por lá. Só cheiros. Cheirava a cão. Oh não!

“O nosso cão não gosta nada de gatos…. Mas tens sorte porque foi de férias para o Alentejo”, disse-me uma das pessoas amigas. “Ele volta daqui a duas semanas. Vamos encontrar-te uma família até lá”, acrescentou.

Uff! Que alivio! Saí da caixinha, comi outra vez (sim, a fome era muita!) e comecei a explorar o lugar onde ficaria temporariamente até o meu dono aparecer.

Onde estás, doninho? Estou à tua espera!

EDIT (30 de Junho): Entretanto, o cão voltou. Primeiro cheirou-me e não gostou de mim, mas aos poucos, consegui conquistá-lo. Já brincamos pela casa e estamos a ficar amigos. Por isso… vou ficar aqui! Os meus novos donos já me baptizaram e tudo. Olá, sou o Max!

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Oh oh oh Sexy Vampire

05/05/2010 at 14:14 (Uncategorized)

Uma versão diferente do Twilight.

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No limbo

29/04/2010 at 15:38 (Uncategorized)

Cá vamos nós outra vez.

Imagem de Gemini-Soul

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O tempo está doido!

16/04/2010 at 14:59 (Uncategorized)

Ainda me lembro da altura em que as pessoas começavam a falar do tempo quando não se lembravam de outra coisa para dizer. Agora não! Hoje em dia, as mudanças climáticas são mesmo um tema de conversa a sério!

Então não é que no fim-de-semana passado estava um sol lindo e um calor de morrer e agora já está a chover torrencialmente outra vez?

E o terramoto na China? E os outros no Haiti, no México, na Indonésia?

E as cheias na Madeira? E as do Brasil?

E agora, não é que um vulcão inactivo há quase dois séculos decidiu dar sinais de vida e até obrigou a fechar a maioria dos aeroportos da Europa (até fez cancelar o concerto do Mika em Lisboa! Não se faz…)

Então e aquela do tornado que passou por Lisboa há dois dias? Mesmo ao pé do meu emprego… e eu não dei por nada. Mas outros viram! Era mesmo a sério! A foto que ilustra este post é prova!

E hoje… trombas de água por todo o lado

O tempo está doido! Será que é o fim do mundo?

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O que sempre soube das mulheres, mas tive medo de perguntar

12/04/2010 at 17:19 (Uncategorized)

Tratam-nos mal, mas querem que as tratemos bem. Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho. Escrevem que se desunham. Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que tenhamos graça a pregá-las. Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores. São superiores. Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente, mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno-almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem 10 anos, depois perdem o norte. Pelam-se por jogos eróticos, mas com o sexo já depende. Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível. Inventaram o telemóvel ao volante. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de vontade tornam-se mesmo inocentes. Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até a mais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens. São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça, mas depois levam-nos a colher à boca. A única coisa em nós que é para elas um mistério é a jantarada de amigos – elas quando jogam é para ganhar. E é tudo. Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no Amor com A grande mas, para a nossa sorte, contentam-se com pouco.

Crónica de Rui Zink, publicada a 8 de Março de 2010 no jornal Metro.

Imagem de m0thyyku

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